Não existe "AL versus Hotel".
Existem públicos diferentes e experiências complementares.
O mercado turístico em Portugal não se faz de rivalidades, mas sim de
cooperação. O sistema hoteleiro tradicional e o Alojamento Local (AL) não
competem pelo mesmo cliente — eles trabalham juntos para responder às
diferentes formas de viver uma viagem. Ninguém rouba o cliente do outro.
O público que escolhe o hotel e o público que prefere o AL procuram mundos completamente distintos:
O Perfil do Viajante de AL:
É o explorador autónomo. O hóspede do AL gosta de descobrir as cidades com os seus próprios olhos, sem horários rígidos ou roteiros pré-definidos. Ele dispensa os guias tradicionais; prefere ir ao mercado local comprar ingredientes frescos, fazer a sua própria comida e experimentar a culinária genuína dos bairros. Valoriza o contacto direto e a conversa com as pessoas da terra, adora conduzir pelas estradas locais ou misturar-se no dia a dia usando o transporte público. Ele procura, acima de tudo, viver como um habitante local.
O Perfil do Viajante de Hotel:
É o viajante que privilegia o conforto absoluto do serviço e a previsibilidade. Gosta de andar em grupo, valoriza a
comodidade de um serviço de transfer à porta, o pequeno-almoço preparado e a segurança do serviço de quarto. Prefere o apoio de autocarros de turismo e guias credenciados que o levem aos locais indicados, garantindo uma viagem planeada ao detalhe, sem surpresas.
Esta convivência saudável é o que torna o turismo em Portugal tão rico e robusto.
O AL e os hotéis complementam-se, garantindo que o país tem capacidade e
diversidade para acolher todos os perfis de viajantes do mundo.
Ao abrir um AL, o proprietário não está a entrar numa guerra com os hotéis — está a ocupar um espaço único no mercado, respondendo a uma procura crescente de viajantes que procuram a liberdade de ter uma casa longe de casa.
